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Otimismo na indústria da construção é o mais alto em três anos
03/10/17 14:22

Pela primeira vez em três anos, as perspectivas do empresário da construção civil estão otimistas em relação a nível de atividade, emprego, novos projetos e compras de matérias primas. Em setembro, todos os índices de expectativas para os próximos seis meses analisados pela Sondagem Indústria da Construção mostraram-se positivas. A trajetória consolida a recuperação do otimismo no setor, que ainda sofre os efeitos da crise dos últimos três anos.

Divulgado nesta quinta-feira (28) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a pesquisa setorial mostrou que todos os índices de expectativa registraram altas acima de dois pontos, em relação a agosto. Assim, o índice de expectativa de nível de atividade chegou a 52,5 pontos, o de novos empreendimentos e serviços foi a 51,3 pontos, o de compra de insumos e matérias primas e o de número de empregados alcançaram 50,6 pontos, acima da linha divisória de 50 pontos, que separa o otimismo do pessimismo.

Com as expectativas amplamente positivas, o Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção (ICEI-Construção) subiu 3,1 pontos, em relação a agosto, chegando a 53,4 pontos. O índice também supera sua média histórica (52,7 pontos), resultado não observado desde fevereiro de 2014, observa a pesquisa. O indicador é resultado do otimismo com os próximos seis meses, que chegou a 57 pontos, e uma avaliação menos negativa em relação às condições atuais de negócios, que subiu para 46,1 pontos.

RETRAÇÃO MENOR – Embora o nível de atividade da indústria da construção tenha ficado em 46,7 pontos, em agosto, o indicador representa uma queda menor do que a registrada em julho. O resultado embute ainda, segundo a pesquisa, dois aspectos positivos. “Há 16 meses que o índice mostra crescimento na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Além disso, o índice é o maior para meses de agosto desde 2014”, constatou a sondagem.

No entanto, o baixo nível de atividade se reflete na baixa utilização da capacidade operacional (UCO) do setor, em 57% - aumento de 1 p.p. frente a julho. Com a ociosidade em alta, o empresário da construção civil ainda reluta em voltar a investir. O índice de intenção de investimento alcançou 29,8 pontos, segunda alta consecutiva, mas ainda bastante abaixo da linha divisória de 50 pontos.

Esta edição da Sondagem Indústria da Construção foi feita entre 1º e 15 de agosto com 590 empresas, sendo 187 pequenas, 275 médias e 128 de grande porte.

CNI

 

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